sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Psicoterapia Junguiana - Vale a pena fazer?




Psicoterapia Junguiana

A psicoterapia Junguiana, também conhecida como Análise Junguiana é um processo terapêutico em que terapeuta e paciente trabalham juntos com o objetivo de aumentar ou desenvolver a consciência do paciente afim de que este possa avançar em direção à sua totalidade como indivíduo e uma vida com maior conhecimento e controle de suas emoções e sentimentos. Este caminho leva ao alivio e entendimento do sofrimento psicológico, isso permite um equilíbrio emocional e uma maturidade psicológica.

Este encontro permite gradualmente tratar uma série de distúrbios emocionais, entre eles a depressão e ansiedade, fadiga da compaixão, síndrome do impostor, Burnout, stress e muito mais. Mas a Análise Junguiana também é importante no desenvolvimento da consciência e no crescimento psicológico. Um dos aspectos mais importantes da terapia junguiana é o realinhamento dos diversos aspectos da consciência e da inconsciência presentes na personalidade, este realinhamento e conhecimento dos arquétipos permite a criação de novos valores, comportamentos e hábitos, o que por sua vez permite uma melhora significativa no bem-estar e na felicidade do paciente.

No meu consultório a sessão dura 50 minutos com mais 10 para fazermos uma troca e feedback da sessão e é realizada de forma individual, onde estão presentes a qualidade de presença, a escuta atenta compassiva e empática. Cada caso é um caso novo e totalmente diferente, por isso não dá para estimar um tempo de duração do processo terapêutico, ele pode ser curto ou longo.

Cura pela fala

Falar da dor ou do dilema, pode curar?

A psicoterapia junguiana é não uma terapia de conversa entre amigos, não há conselhos. C. G. Jung ensinava “Pois não sei o que dizer ao paciente quando elem me pergunta: O que você me aconselha? O que devo fazer? E Jung dizia – Eu também não sei”

O Analista Junguiana não tem todas as respostas, ele deve naturalmente não adotar a postura de - não saber. Porque?  Por que o terapeuta não tem acesso ao inconsciente do paciente. Sendo o inconsciente – o desconhecido que se revela a qualquer momento. Por isso o terapeuta deve desistir da ideia de saber o que se passa dentro do rico mundo interior de seu paciente, e em respeito a este mistério que ainda não se revelou, o terapeuta deve ter a humildade de não querer influenciar e de se colocar como uma autoridade dentro do inconsciente do outro, a autoridade, aquele que tem um conhecimento superior é o próprio inconsciente. Assim o terapeuta deve se abster de dar conselhos, mesmo aqueles que supostamente são bem-intencionados, ele deve aguardar e ajudar seu paciente a estar atento às revelações que o inconsciente vai fazendo através de insights ou sonhos ou de outras formas.

Jung diz “um diálogo ou uma discussão entre duas pessoas”, isto é a psicoterapia Junguiana, um processo mútuo, colaborativo, integrativos, curador entre terapeuta e paciente. Juntos inicia-se o processo de análise do que o inconsciente vai revelando e aconselhando. E o conselho que o inconsciente envia é chamado de – compensação. Jung diz que o problema está na atitude da mente consciente, que é sempre unilateral e estreita demais. A solução segundo ele é “compensar esta unilateralidade e sua estreiteza, aprofundado o seu conhecimento do inconsciente”. Por isso, a Terapia Junguiana é conhecida como uma psicologia profunda ou mesmo uma psicoterapia do inconsciente, e tem como objetivo principal aprofundar o conhecimento da mente consciente, desvelando os mistérios do inconsciente. Jung diz “a psique real e autêntica é o inconsciente”.

Assim os sonhos tornam-se muito importantes na Análise Junguiana, pois como diz Jung “os sonhos estão além do controle da mente consciente”. Jung considerava os sonhos como sendo indispensáveis à psicoterapia, pois eles têm uma imporTãncia “igual à própria mente consciente””, já que os sonhos são uma expressão metafórica espontânea e pura do inconsciente. O que ele revela nos sonhos são as compensações pela atitude estreita e unilateral da mente consciente. Um terapeuta junguiano deve então questionar quando junto com o paciente estiverem trabalhando sobre um sonho: Que atitude da mente consciente o sonho está tentando compensar?

Diante do dilema ou sofrimento que o paciente traz ao set terapêutico os sonhos podem aconselhar ou propor uma provável solução para o dilema ver ou compreende os símbolos revelados nos sonhos ou a conhecida interpretação de sonhos se torna uma atividade importante no set terapêutico.

Jung considerava que “hoje a principal tarefa da psicoterapia é buscar com singularidade de proposito o objetivo do desenvolvimento individual” e este desenvolvimento é então chamado de “individuação”.

Individuação segundo Jung é como um processo no qual “o paciente se torna o que realmente é”. Um ser único e verdadeiro. Se torna o que realmente ele é! E justamente por isso que cada caso é um caso único. E através da análise junguiana que se encontra a oportunidade de nos desenvolvermos como seres únicos que somos, indivíduos conscientes e exclusivos.

Se você deseja passar por um processo analítico junguiano comigo, entre em contato pelo e-mail: seratento.2016@gmail.com ou pelo whatsapp (11) 994635825 para agendar uma consulta. Você pode perguntar, obter mais informações sobre como trabalho e sobre seu dilema ou motivo para buscar a psicoterapia. Uma sessão inicial será agendada e somente nela discutiremos a questão dos honorários e outras informações de forma mais detalhada, para que o trabalho em conjunto possa ser produtivo, gratificante e transformador.

Sonia A F Santos
Analista Junguiana





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