O terceiro olho, um
poder escondido dentro de nós.
O terceiro olho representa o olho do conhecimento, da espiritualidade.
Presente na tradição e na cultura hindu, a sua existência e o seu papel são hoje reconhecidos em quase todas as culturas do mundo.
Onde é que ele se encontra?
O terceiro olho está localizado ao mesmo nível do «sexto Chakra», na fronte, entre as sobrancelhas. Na Índia, as divindades e os santos são representados, muitas vezes, com o terceiro olho: é a marca redonda que pode ser observada na sua fronte, entre os olhos.
Quanto a nós, se olharmos bem o nosso rosto no espelho, não conseguiremos ver o terceiro olho. Ele é invisível e deve ser entendido como uma metáfora, como um símbolo de poder do nosso espírito, abrindo-se perante o mundo.
De fato, o terceiro olho abre a porta para uma percepção extremamente aguçada, uma visão mística do mundo onde vivemos.
Nas escrituras hindus antigas, um ser humano é definido como «uma cidade com 10 portas». Nove portas que conduzem ao mundo dos sentidos (os olhos, as narinas, as orelhas, a boca, a uretra e o ânus) e depois a décima porta - o nosso terceiro olho, que conduz ao mundo interior.
Porém, para que possamos entender verdadeiramente o que representa o 3.º Olho, devemos primeiro conhecer os «Chakras», esses centros de energia que governam o nosso corpo e espírito.
Os Chakras, esses incríveis centros de energia
Na cultura tibetana e indiana, os «Chakras» designam os centros de energia vital (Chakra significa em sânscrito «roda»). Neles circula a nossa energia vital (ou energia absoluta), conhecida também pelo nome de «Prana».
Possuímos, no nosso interior, milhares de veios energéticos - os «meridianos». Eles percorrem todo o nosso corpo, de forma semelhante às veias, mas não é sangue que corre neles, mas sim energia vital. Graças a essa «rede», a energia é distribuída por todos os órgãos do corpo.
A cada cruzamento de vários veios de energia é criada uma acumulação de energia que forma um «Chakra».
O corpo humano tem inúmeros Chakras, podemos dizer milhares deles, mas os principais são 7.
Eles situam-se ao longo da coluna vertebral, e são simbolizados pelas sete cores do arco-íris.
Cada Chakra está conectado à rede de energia vital do corpo, mas está também ligado às dimensões psicológicas e espirituais do nosso ser.
Como funcionam os Chakras?
Os Chakras captam a energia vital do nosso ambiente, de todo o universo, e transformam-na em frequências necessárias para o nosso corpo físico e espiritual. Ao mesmo tempo, os Chakras difundem igualmente a energia à nossa volta.
Podemos também dizer que os Chakras representam todo um sistema energético que assegura a troca e a comunicação entre o nosso ser profundo e o mundo exterior.
Podemos imaginar os Chakras como rodas, em um movimento circular permanente. De fato, eles fazem a energia circular e não podem ser estáticos.
Cada dia, a cada instante da nossa vida, os Chakras modificam-se, transformam-se, e representam o espelho da nossa saúde física, do nosso estado psicológico e dos acontecimentos pelos quais passamos.
Um acontecimento negativo, por exemplo, ou um sofrimento reflete-se sempre sobre o Chakra correspondente. A seguir, o mesmo entra em ressonância com toda a nossa rede energética.
Os 7 chakras e os seus papéis específicos
O 1 .º Chakra Muladhara:
Chamado também de o «Chakra raiz», corresponde ao Elemento Terra, à matéria. Situado em nível do períneo e do cóccix, está ligado ao metabolismo, ao sistema linfático e à bexiga. Porém, está ligado igualmente ao nosso instinto de sobrevivência, ao nosso lado «pés no chão», à nossa capacidade de administrar o dia a dia de forma equilibrada, principalmente no que diz respeito ao aspecto material e ao dinheiro, etc.
O 2.º Chakra Swadhisthana:
É o Chakra «hara», situado entre o umbigo e o púbis, ligado ao elemento Água. Este Chakra está ligado aos rins, ao aparelho reprodutor, aos intestinos e ao sistema imunitário. Ele rege a sexualidade e a atividade hormonal, mas é também o signo da nossa identidade profunda, uma vez que está estreitamente ligado à intuição.
O 3.º Chakra Manipura:
É o «Chakra solar», situado em nível do plexo e ligado ao pâncreas. Exerce ação sobre o fígado e a vesícula biliar, e também sobre o sistema digestivo (estômago). Este Chakra está ligado ao elemento Fogo e administra as emoções, a autoconfiança, a nossa projeção social, a nossa capacidade de assumir os nossos papéis e de ocupar o lugar que é o nosso.
O 4.º Chakra Anahata:
É o «Chakra do coração», situado no centro do tórax e ligado ao elemento Ar. Está ligado ao coração, ao sistema circulatório, aos pulmões e ao timo. É igualmente o centro do «amor», tal como ele pode ser, a partir do momento que nos libertamos das emoções mal resolvidas e que vivemos plenamente um amor incondicional pela vida, pelos outros e por todo o universo.
O 5.º Chakra Vishuddha:
É o «Chakra da garganta», situado em nível da garganta e centro da comunicação. É o centro do sistema respiratório, ligado ao funcionamento da glândula tiroide, o nariz, as orelhas, a boca e o pescoço. Este Chakra favorece a comunicação pela palavra, mas também a expressão artística e a criatividade. Está igualmente ligado à audição e incentiva-nos a escutar o nosso guia interior, verdadeiro tesouro de informações em um plano sutil.
O 6.º Chakra Ajna:
Chegamos agora ao 6.º Chakra Ajna, o «Chakra frontal», chamado de Ajna ou Terceiro Olho do Conhecimento, situado entre as sobrancelhas. Está ligado aos olhos e ao sistema nervoso, e representa o centro do conhecimento e da intuição divina. A sua missão consiste em colocar-nos em conexão com uma dimensão invisível da criação universal, com uma sabedoria divina. Se este Chakra funcionar bem, ele favorecerá um espírito claro, ações orientadas positivamente e uma grande intuição.
O 7.º Chakra Sahasrara:
É o «Chakra Sahasrara» ou «Chakra do céu», situado no topo da cabeça. Este Chakra está em ligação com a glândula pineal (epífise), e tem uma ação importante sobre a circulação de energia no corpo e sobre as atividades intelectuais, a concentração e a memória. É o centro da realização do ser humano e o Chakra supremo, que nos dá acesso a uma consciência universal divina.
O 6.º Chakra, «o Olho do Conhecimento»
Vejamos de perto o papel desse 3.º olho. Situado na fronte, entre as duas sobrancelhas, é chamado de «terceiro olho» ou ainda de «olho do conhecimento». Este Chakra é representado pela cor azul-escuro.
O terceiro olho representa a percepção, a intuição e a dualidade: a dualidade masculina/feminina necessária a cada um de nós, mas também a dualidade mundo material/mundo espiritual.
O olho do Conhecimento faz jus ao seu nome: ele está ligado ao nosso conhecimento ou mais ainda, à nossa capacidade de transformar em «conhecimento» as mensagens que recebemos do exterior...
É dele que depende a nossa capacidade de dar uso à experiência adquirida. Ele é também responsável pelo nosso discernimento e pela nossa capacidade de tomar decisões corretas.
Quando o Chakra está em desarmonia, em outras palavras, quando o seu funcionamento está perturbado, o equilíbrio energético global do nosso corpo e do nosso espírito sofre. É, principalmente, a polaridade lunar (feminina) e solar (masculina) que fica desequilibrada.
Do contrário, quando este Chakra tem um funcionamento harmonioso, esse equilíbrio fica perfeitamente estabelecido. É daí que provém um equilíbrio positivo - negativo, masculino – feminino, e isso é essencial para a nossa vida.
Se este Chakra se chama «Olho do Conhecimento» é também porque ele nos dá, de fato, um conhecimento superior sobre a nossa vida.
Ele acrescenta um sentido extra aos nossos 5 sentidos, um sentido que nada tem a ver com os outros sentidos.
Podemos dizer que os nossos 5 sentidos nos transmitem sensações (audição, visão, etc.), mas é o nosso terceiro olho que assegura a capacidade de dar um significado a essas sensações. É ele que «sintetiza» as mensagens que recebemos.
Desse modo, o terceiro olho dá um sentido mais ou menos profundo, de acordo com cada pessoa, àquilo que percebemos, permitindo que interpretemos e compreendamos as informações e as mensagens que nos chegam do universo que nos rodeia, pela via da intuição.
Como utilizar o nosso terceiro olho?
Todos nascemos com os nossos 5 sentidos e o nosso «terceiro olho». No entanto, a sua utilização exige uma aprendizagem.
O terceiro olho é um «trunfo» que a maioria das pessoas não conhece, mas que pode ser descoberto e desenvolvido todos os dias e em todas as idades.
O terceiro olho é o centro da tomada de consciência da nossa vida e de tudo o que nos rodeia. Por isso vejamos:
Nós ouvimos, mas será que entendemos tudo o que o nosso ouvido nos transmite?
Nós olhamos, mas será que entendemos tudo o que vemos?
Quando olhamos uma maçã, por exemplo, na maioria das vezes, vemos apenas uma maçã. Ela é vermelha, verde, podemos comê-la ou não.
Porém, quando o terceiro olho intervém, vemos além da maçã, a perfeição da sua forma, a magia das suas cores que a natureza levou tanto tempo para elaborar, a perfeita disposição das suas sementes em forma de estrela, o sabor que nasce, de forma quase inexplicável, a partir do nada, e que se oferece a nós como um alimento...
Porém, quantas vezes perdemos tempo pensando «O que se esconde por trás deste objeto que eu estou vendo?» ou ainda.
«Que mensagem secreta nos transmite o canto desta ave que veio de nenhum lugar?» ou «Que sofrimento se esconde por trás das palavras banais deste amigo?»
Quando deixamos que o Terceiro Olho se abra para o mundo que nos rodeia, podemos descobrir aspectos totalmente novos, que nunca imaginamos.
«A abertura do 3.º Olho»
Sabemos que existe um mundo visível, constituído por tudo o que podemos ver e ouvir à nossa volta, mas existe também um mundo invisível, que pode tornar-se acessível em certas circunstâncias, graças ao nosso Terceiro Olho.
Abrir o Terceiro Olho significa ter a capacidade de ver as coisas na sua dimensão espiritual. As pessoas que conhecem os segredos do terceiro olho conseguem, por exemplo, ver a «aura» das pessoas à sua volta (você certamente deve saber que a aura é um manto energético invisível, que rodeia cada ser vivo).
Alguns conseguem também ver espíritos, seres de luz, etc. Para chegar a «visões» como estas, é necessário fazer longos treinamentos e ter algumas capacidades sensoriais.
Porém, o que a maioria das pessoas não sabe é que... todos nós utilizamos o nosso terceiro olho, todos os dias, sem o sabermos!
De fato, o terceiro olho é um Chakra, como já vimos anteriormente.
Muitas pessoas falam de «Chakras fechados» ou de «Chakras abertos», mas um Chakra nunca está verdadeiramente fechado.
Enquanto vivemos, os nossos Chakras estão abertos. Eles podem estar menores, lentos, mas nunca completamente fechados e inativos.
Como todos os outros Chakras, o nosso terceiro Olho é um emissor-receptor de energias e de informações. Ele recebe e distribui mensagens sutis e forças energéticas ao nosso corpo. A maior parte do tempo, ele manifesta-se por meio da nossa intuição.
Porém, quando o seu funcionamento é especialmente estimulado, como acontece com algumas pessoas, ele permite visões que transcendem a realidade e conduzem a uma elevação do nosso estado de consciência.
Exercícios que favorecem a abertura do terceiro olho
O simples fato de tomar consciência do seu terceiro olho estimula o seu funcionamento.
Porém, se quiser ir ainda mais longe, poderá praticar alguns exercícios que favorecem a abertura do terceiro olho. Por isso vejamos:
- Em uma posição confortável, sentada ou deitada, concentre-se no seu 6.º Chakra frontal. Respire fundo. Imagine que está respirando por meio desse Chakra, ou que sente omovimento de energia que entra no Chakra com a inspiração e que sai com a expiração.
- Imagine essa energia como uma luz de cor branca ou dourada, que provém da imensa energia vital presente em um universo circundante. Continue respirando durante 3 a 10 minutos.
- Este exercício permite circular, de forma consciente, a energia no terceiro olho e facilita a sua percepção.
- Para tornar este exercício ainda mais agradável e eficaz, escute uma música calma, que a faça pensar nos espaços infinitos do universo ou em uma noite estrelada de um azul profundo. Recomenda-se, principalmente, uma música leve ou até mesmo de caráter cósmico, que acompanha muitas vezes os momentos de meditação.
Conclusão:
A nossa época moderna incita-nos a ir cada vez mais longe nos limites do conhecimento e das descobertas. Porém, muitas vezes esquecemos que é no nosso interior que se escondem as descobertas mais fascinantes...
O terceiro olho faz parte de nós, e existem certamente muitas coisas para aprender sobre este trunfo misterioso que nos liga à energia universal.
O terceiro olho representa o olho do conhecimento, da espiritualidade.
Presente na tradição e na cultura hindu, a sua existência e o seu papel são hoje reconhecidos em quase todas as culturas do mundo.
Onde é que ele se encontra?
O terceiro olho está localizado ao mesmo nível do «sexto Chakra», na fronte, entre as sobrancelhas. Na Índia, as divindades e os santos são representados, muitas vezes, com o terceiro olho: é a marca redonda que pode ser observada na sua fronte, entre os olhos.
Quanto a nós, se olharmos bem o nosso rosto no espelho, não conseguiremos ver o terceiro olho. Ele é invisível e deve ser entendido como uma metáfora, como um símbolo de poder do nosso espírito, abrindo-se perante o mundo.
De fato, o terceiro olho abre a porta para uma percepção extremamente aguçada, uma visão mística do mundo onde vivemos.
Nas escrituras hindus antigas, um ser humano é definido como «uma cidade com 10 portas». Nove portas que conduzem ao mundo dos sentidos (os olhos, as narinas, as orelhas, a boca, a uretra e o ânus) e depois a décima porta - o nosso terceiro olho, que conduz ao mundo interior.
Porém, para que possamos entender verdadeiramente o que representa o 3.º Olho, devemos primeiro conhecer os «Chakras», esses centros de energia que governam o nosso corpo e espírito.
Os Chakras, esses incríveis centros de energia
Na cultura tibetana e indiana, os «Chakras» designam os centros de energia vital (Chakra significa em sânscrito «roda»). Neles circula a nossa energia vital (ou energia absoluta), conhecida também pelo nome de «Prana».
Possuímos, no nosso interior, milhares de veios energéticos - os «meridianos». Eles percorrem todo o nosso corpo, de forma semelhante às veias, mas não é sangue que corre neles, mas sim energia vital. Graças a essa «rede», a energia é distribuída por todos os órgãos do corpo.
A cada cruzamento de vários veios de energia é criada uma acumulação de energia que forma um «Chakra».
O corpo humano tem inúmeros Chakras, podemos dizer milhares deles, mas os principais são 7.
Eles situam-se ao longo da coluna vertebral, e são simbolizados pelas sete cores do arco-íris.
Cada Chakra está conectado à rede de energia vital do corpo, mas está também ligado às dimensões psicológicas e espirituais do nosso ser.
Como funcionam os Chakras?
Os Chakras captam a energia vital do nosso ambiente, de todo o universo, e transformam-na em frequências necessárias para o nosso corpo físico e espiritual. Ao mesmo tempo, os Chakras difundem igualmente a energia à nossa volta.
Podemos também dizer que os Chakras representam todo um sistema energético que assegura a troca e a comunicação entre o nosso ser profundo e o mundo exterior.
Podemos imaginar os Chakras como rodas, em um movimento circular permanente. De fato, eles fazem a energia circular e não podem ser estáticos.
Cada dia, a cada instante da nossa vida, os Chakras modificam-se, transformam-se, e representam o espelho da nossa saúde física, do nosso estado psicológico e dos acontecimentos pelos quais passamos.
Um acontecimento negativo, por exemplo, ou um sofrimento reflete-se sempre sobre o Chakra correspondente. A seguir, o mesmo entra em ressonância com toda a nossa rede energética.
Os 7 chakras e os seus papéis específicos
O 1 .º Chakra Muladhara:
Chamado também de o «Chakra raiz», corresponde ao Elemento Terra, à matéria. Situado em nível do períneo e do cóccix, está ligado ao metabolismo, ao sistema linfático e à bexiga. Porém, está ligado igualmente ao nosso instinto de sobrevivência, ao nosso lado «pés no chão», à nossa capacidade de administrar o dia a dia de forma equilibrada, principalmente no que diz respeito ao aspecto material e ao dinheiro, etc.
O 2.º Chakra Swadhisthana:
É o Chakra «hara», situado entre o umbigo e o púbis, ligado ao elemento Água. Este Chakra está ligado aos rins, ao aparelho reprodutor, aos intestinos e ao sistema imunitário. Ele rege a sexualidade e a atividade hormonal, mas é também o signo da nossa identidade profunda, uma vez que está estreitamente ligado à intuição.
O 3.º Chakra Manipura:
É o «Chakra solar», situado em nível do plexo e ligado ao pâncreas. Exerce ação sobre o fígado e a vesícula biliar, e também sobre o sistema digestivo (estômago). Este Chakra está ligado ao elemento Fogo e administra as emoções, a autoconfiança, a nossa projeção social, a nossa capacidade de assumir os nossos papéis e de ocupar o lugar que é o nosso.
O 4.º Chakra Anahata:
É o «Chakra do coração», situado no centro do tórax e ligado ao elemento Ar. Está ligado ao coração, ao sistema circulatório, aos pulmões e ao timo. É igualmente o centro do «amor», tal como ele pode ser, a partir do momento que nos libertamos das emoções mal resolvidas e que vivemos plenamente um amor incondicional pela vida, pelos outros e por todo o universo.
O 5.º Chakra Vishuddha:
É o «Chakra da garganta», situado em nível da garganta e centro da comunicação. É o centro do sistema respiratório, ligado ao funcionamento da glândula tiroide, o nariz, as orelhas, a boca e o pescoço. Este Chakra favorece a comunicação pela palavra, mas também a expressão artística e a criatividade. Está igualmente ligado à audição e incentiva-nos a escutar o nosso guia interior, verdadeiro tesouro de informações em um plano sutil.
O 6.º Chakra Ajna:
Chegamos agora ao 6.º Chakra Ajna, o «Chakra frontal», chamado de Ajna ou Terceiro Olho do Conhecimento, situado entre as sobrancelhas. Está ligado aos olhos e ao sistema nervoso, e representa o centro do conhecimento e da intuição divina. A sua missão consiste em colocar-nos em conexão com uma dimensão invisível da criação universal, com uma sabedoria divina. Se este Chakra funcionar bem, ele favorecerá um espírito claro, ações orientadas positivamente e uma grande intuição.
O 7.º Chakra Sahasrara:
É o «Chakra Sahasrara» ou «Chakra do céu», situado no topo da cabeça. Este Chakra está em ligação com a glândula pineal (epífise), e tem uma ação importante sobre a circulação de energia no corpo e sobre as atividades intelectuais, a concentração e a memória. É o centro da realização do ser humano e o Chakra supremo, que nos dá acesso a uma consciência universal divina.
O 6.º Chakra, «o Olho do Conhecimento»
Vejamos de perto o papel desse 3.º olho. Situado na fronte, entre as duas sobrancelhas, é chamado de «terceiro olho» ou ainda de «olho do conhecimento». Este Chakra é representado pela cor azul-escuro.
O terceiro olho representa a percepção, a intuição e a dualidade: a dualidade masculina/feminina necessária a cada um de nós, mas também a dualidade mundo material/mundo espiritual.
O olho do Conhecimento faz jus ao seu nome: ele está ligado ao nosso conhecimento ou mais ainda, à nossa capacidade de transformar em «conhecimento» as mensagens que recebemos do exterior...
É dele que depende a nossa capacidade de dar uso à experiência adquirida. Ele é também responsável pelo nosso discernimento e pela nossa capacidade de tomar decisões corretas.
Quando o Chakra está em desarmonia, em outras palavras, quando o seu funcionamento está perturbado, o equilíbrio energético global do nosso corpo e do nosso espírito sofre. É, principalmente, a polaridade lunar (feminina) e solar (masculina) que fica desequilibrada.
Do contrário, quando este Chakra tem um funcionamento harmonioso, esse equilíbrio fica perfeitamente estabelecido. É daí que provém um equilíbrio positivo - negativo, masculino – feminino, e isso é essencial para a nossa vida.
Se este Chakra se chama «Olho do Conhecimento» é também porque ele nos dá, de fato, um conhecimento superior sobre a nossa vida.
Ele acrescenta um sentido extra aos nossos 5 sentidos, um sentido que nada tem a ver com os outros sentidos.
Podemos dizer que os nossos 5 sentidos nos transmitem sensações (audição, visão, etc.), mas é o nosso terceiro olho que assegura a capacidade de dar um significado a essas sensações. É ele que «sintetiza» as mensagens que recebemos.
Desse modo, o terceiro olho dá um sentido mais ou menos profundo, de acordo com cada pessoa, àquilo que percebemos, permitindo que interpretemos e compreendamos as informações e as mensagens que nos chegam do universo que nos rodeia, pela via da intuição.
Como utilizar o nosso terceiro olho?
Todos nascemos com os nossos 5 sentidos e o nosso «terceiro olho». No entanto, a sua utilização exige uma aprendizagem.
O terceiro olho é um «trunfo» que a maioria das pessoas não conhece, mas que pode ser descoberto e desenvolvido todos os dias e em todas as idades.
O terceiro olho é o centro da tomada de consciência da nossa vida e de tudo o que nos rodeia. Por isso vejamos:
Nós ouvimos, mas será que entendemos tudo o que o nosso ouvido nos transmite?
Nós olhamos, mas será que entendemos tudo o que vemos?
Quando olhamos uma maçã, por exemplo, na maioria das vezes, vemos apenas uma maçã. Ela é vermelha, verde, podemos comê-la ou não.
Porém, quando o terceiro olho intervém, vemos além da maçã, a perfeição da sua forma, a magia das suas cores que a natureza levou tanto tempo para elaborar, a perfeita disposição das suas sementes em forma de estrela, o sabor que nasce, de forma quase inexplicável, a partir do nada, e que se oferece a nós como um alimento...
Porém, quantas vezes perdemos tempo pensando «O que se esconde por trás deste objeto que eu estou vendo?» ou ainda.
«Que mensagem secreta nos transmite o canto desta ave que veio de nenhum lugar?» ou «Que sofrimento se esconde por trás das palavras banais deste amigo?»
Quando deixamos que o Terceiro Olho se abra para o mundo que nos rodeia, podemos descobrir aspectos totalmente novos, que nunca imaginamos.
«A abertura do 3.º Olho»
Sabemos que existe um mundo visível, constituído por tudo o que podemos ver e ouvir à nossa volta, mas existe também um mundo invisível, que pode tornar-se acessível em certas circunstâncias, graças ao nosso Terceiro Olho.
Abrir o Terceiro Olho significa ter a capacidade de ver as coisas na sua dimensão espiritual. As pessoas que conhecem os segredos do terceiro olho conseguem, por exemplo, ver a «aura» das pessoas à sua volta (você certamente deve saber que a aura é um manto energético invisível, que rodeia cada ser vivo).
Alguns conseguem também ver espíritos, seres de luz, etc. Para chegar a «visões» como estas, é necessário fazer longos treinamentos e ter algumas capacidades sensoriais.
Porém, o que a maioria das pessoas não sabe é que... todos nós utilizamos o nosso terceiro olho, todos os dias, sem o sabermos!
De fato, o terceiro olho é um Chakra, como já vimos anteriormente.
Muitas pessoas falam de «Chakras fechados» ou de «Chakras abertos», mas um Chakra nunca está verdadeiramente fechado.
Enquanto vivemos, os nossos Chakras estão abertos. Eles podem estar menores, lentos, mas nunca completamente fechados e inativos.
Como todos os outros Chakras, o nosso terceiro Olho é um emissor-receptor de energias e de informações. Ele recebe e distribui mensagens sutis e forças energéticas ao nosso corpo. A maior parte do tempo, ele manifesta-se por meio da nossa intuição.
Porém, quando o seu funcionamento é especialmente estimulado, como acontece com algumas pessoas, ele permite visões que transcendem a realidade e conduzem a uma elevação do nosso estado de consciência.
Exercícios que favorecem a abertura do terceiro olho
O simples fato de tomar consciência do seu terceiro olho estimula o seu funcionamento.
Porém, se quiser ir ainda mais longe, poderá praticar alguns exercícios que favorecem a abertura do terceiro olho. Por isso vejamos:
- Em uma posição confortável, sentada ou deitada, concentre-se no seu 6.º Chakra frontal. Respire fundo. Imagine que está respirando por meio desse Chakra, ou que sente omovimento de energia que entra no Chakra com a inspiração e que sai com a expiração.
- Imagine essa energia como uma luz de cor branca ou dourada, que provém da imensa energia vital presente em um universo circundante. Continue respirando durante 3 a 10 minutos.
- Este exercício permite circular, de forma consciente, a energia no terceiro olho e facilita a sua percepção.
- Para tornar este exercício ainda mais agradável e eficaz, escute uma música calma, que a faça pensar nos espaços infinitos do universo ou em uma noite estrelada de um azul profundo. Recomenda-se, principalmente, uma música leve ou até mesmo de caráter cósmico, que acompanha muitas vezes os momentos de meditação.
Conclusão:
A nossa época moderna incita-nos a ir cada vez mais longe nos limites do conhecimento e das descobertas. Porém, muitas vezes esquecemos que é no nosso interior que se escondem as descobertas mais fascinantes...
O terceiro olho faz parte de nós, e existem certamente muitas coisas para aprender sobre este trunfo misterioso que nos liga à energia universal.
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