sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Programação do Curso de Capacitação em Mindfulness e Compaixão - Segundo Semestre


Capacitação em Meditação com especialização em Mindfulness e Compaixão


Esta nova turma terá a capacitação em formato modular (um final de semana, com 13h / aulas) e encontros bimestrais, e um retiro no final do curso.
Um curso que promove formação em Técnicas de Meditação variadas dinâmicas e passivas, profundas e sutis, aprofundando na técnica de Mindfulness e Loving Kindness que são as duas técnicas poderosas utilizadas atualmente como terapia complementar em várias áreas de medicina como também na Administração, Educação, Saúde Mental, Jurídica com profundos benefícios comprovados. Assim o aluno poderá aplicar os conhecimentos e vivências em escolas, empresas, escritórios, em suas aulas ou atendimentos terapêuticos trabalhando com confiança embasamento e critério, com o conhecimento não só das técnicas, mas também da filosofia e psicologia contida nos ensinamentos antigos e nos protocolos das pesquisas científicas, além das muitas horas de prática, leituras extras recomendadas e material de áudio.

O curso é recomendado para todos aqueles que desejam expandir seus conhecimentos, como para os profissionais da área da Saúde em geral, Educação, Yoga, Cuidadores paliativos e integrativos, Educação Física, Enfermagem, Coaches e Desenvolvimento Humano; ou pessoas que desejam ampliar seus conhecimentos sobre a meditação.

Nossa programação:
Módulo I  - (22 e 23 de Setembro)
·         História e conceito da meditação nas diferentes culturas
·         Apresentação da história de Mindfulness, suas raízes e evolução até os dias atuais;
·         O piloto automático, rotinas ineficazes e técnica de Body Scan;
·         Atenção Plena na respiração
·         Atenção Plena do corpo em movimento
·         Aprendendo a controlar as reações
·         Deixando as coisas serem como são
·         Pensamentos e Emoções como eventos mentais;
·         Cuidando bem de si mesmo.
Para quem deseja aprender a prática apenas para si mesmo, este módulo segue o  mesmo conteúdo do programa de 8 semanas e com a mesma carga horária,
Módulo II – (24 e 25 de novembro)
·      A ética e a moral na meditação;
·      Espiritualidade, Religiosidade e as Religiões X Coping Espiritual;
·      Onde a ciência e a religião se chocam
·      Introdução a Psicologia Budista
·      As diferentes técnicas de meditação do Budismo
·      Estágios da Meditação Mindfulness
Módulo III – (16 e 17 de Dezembro)
·         Princípios da Ciência Contemplativa;
·         O que é consciência?
·         Estados de consciência X níveis de consciência
·         O estudo da Consciência no oriente e no Ocidente
·         A consciência desperta e as construções mentais
·         Introdução ao Zen Budismo – Técnica Zazen e Kinhin
Módulo IV – (2 e 3 de fevereiro/2019)
·      O que são emoções e sentimentos?
·      Emoções destrutivas e emoções que curam
·      Mindfulness das emoções
·      Resgate emocional
·      Frequência Vibracional das emoções
·      Técnicas vibracionais e Musicais (influencia dos Sons)
·      Prática de meditação dinâmica
Módulo V – (30 e 31 de Março/2019)
·      Mindfulness e a Neurociências
·      Introdução a Neurociências
·      Complexidade anatômica do cérebro
·      Compreendendo os transtornos mentais
·      Mindfulness e Saúde Mental I
Módulo V – (30 e 31 de Março/2019)
·      Introdução a Psicologia Budista II (Satipathana Sutta)
·      Estabelecimento da Atenção Plena
·      Conceitos de eu e não – eu
·      Compreendendo a Originação interdependente
·      Técnica de Respiração Tibetana
Módulo VI – (4 e 5 de Maio /2019)
·      Mindfulness e Saúde Mental II
·      Mindfulness na Psicoterapia
·      Introdução a prática de Metta Bhavana (Compaixão)
·      Introdução à Terapia da autocompaixão
·      Preparando atendimento e Exercícios
Módulo VII - (29 e 30 de Junho/2019)
·      Introdução ao Vedanta e ao Yoga
·      Asanas para meditação
·      Importância da respiração – Práticas de Respiração
·      Sutra de Patanjali
·      Conceito de Mente segundo a Ayurveda
·      Técnicas Hinduístas (Antar Mouna, Chidaksha, Yoga Nidra)
Módulo VIII – (3 e 4 de Agosto/2019)
·         Mindfulness e Propósito de Vida
·         Introdução a Terapia Focada em Compaixão
·         Obstáculos à pratica
·         Lidando com problemas
·         Meditação na vida cotidiana
·         Aprendendo a estruturar uma prática.
Módulo IX – (14 de setembro/2019)
·         Seminário dos alunos
·         Entrega da cerificação
Todos os módulos são teórico vivenciais, com apostilas, material de áudio (entregues por email), ampla indicação de leitura e material cientifico, seminário no final do curso.
Retiro de Mindfulness e Compaixão – 12 a 15 de Outubro (não obrigatório mas indicado para quem deseja aprender  mais no formato de retiro.
Local: Instituto Casa do Encontro
Rua Vieira de Moraes, 1760 – Campo Belo SP SP

Horário:
Sábado das 9.30h as 17.30
Domingo das 10h as 17h

Certificado de Participação em Curso Livre para quem frequentar 75% das aulas e entregar material do seminário.

Observação: as datas dos módulos podem eventualmente sofrerem alguma modificação.


Coordenadora e Facilitadora –Saleela Devi
Contato: seratento.2016@gmail.com ou pelo whatsapp: 99463 5825

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Afinal é que a Terapia da Auto Compaixão??




Afinal é que a Terapia da Auto Compaixão?

Vivemos num mundo de muitas cobranças, multitarefas, stress, novas doenças, dificuldades nos relacionamentos tanto os pessoais como os profissionais, quase que uma obrigação de sermos bem sucedidos, de acompanharmos os modismos e estarmos prontos  e saudáveis para tudo e ainda sermos calmos, pacientes e espiritualizados.

Com tudo isso, é muito comum não darmos uma atenção verdadeira para nós mesmos. A ciência uniu-se á psicologia Budista, e desta união muitas áreas científicas se desenvolveram mais rapidamente demonstrando a importância das técnicas meditativas como a MIndfulness (em Pali: Shamata) ou Atenção Plena, onde aprendemos a experienciar o momento presente sem julgamentos e criticas, aceitando as coisas como são. Agora as pesquisas estão comprovando o valor da Compaixão, líderes religiosos como SS Dalai Lama e o Papa Francisco, tem enfatizado a importância de sermos mais compassivos, líderes empresariais também tem notado a mudança na produtividade, na qualidade, e na rentabilidade de seus colaboradores que passam pelo treinamento da Atenção Plena e agora da importância de sermos compassivos no ambiente de trabalho.

Na Psicologia Budista as práticas de compaixão começam depois de algum tempo de prática de meditação da Atenção Plena (Shamata ou Mindfulness), começando primeiro pela autocompaixão e se desenvolvendo até chegarmos à compaixão por todos seres que possam ter uma antipatia por nós ou, de nós por eles, abrangendo assim todos os seres. Com esta ótica não se pode confundir a autocompaixão com arrogância ou presunção, porque isso em geral significa falta de amor-próprio.

É mais fácil sermos compassivos com os outros, principalmente com quem amamos e com as pessoas que não conhecemos, o que pouca gente sabe é que a compaixão deve começar em casa, no nosso mundo interior, o que chamamos de autocompaixão.

Mas o que é Autocompaixão?

Autocompaixão é a capacidade do ser de transformar compreensão, aceitação integral e amor próprio, e parece que é muito difícil nos dias de hoje de termos autocompaixão, principalmente porque corremos o risco de sermos chamados de egoístas, autoindulgentes ou que temos autopiedade. Mas na verdade, desenvolver a autocompaixão pode ajudar a aliviar muitos dos nossos problemas de saúde mental, principalmente em transtornos de ansiedade, depressão, alimentar, adicção entre outros, desequilíbrios emocionais, stress e seus sintomas, transformar comportamentos e hábitos nocivos e muito mais.

A Compaixão é a capacidade de demonstrarmos a nossa empatia, amor e preocupação com o sofrimento alheio, e a autocompaixão é simplesmente a capacidade de direcionar nossa empatia e amor para nós mesmos, aprendendo a nos aceitar em todos os aspectos e áreas da vida, promovendo o controle e equilíbrio das nossas emoções, criando um estado de clareza e paz mental e bem-estar nos nossos relacionamentos.

Segundo a Dr ª Kristin Neff, pesquisadora sobre a autocompaixão e seu processo terapêutico a mais de uma década, existe uma correlação positiva entre autocompaixão e bem estar psicológico. Para a pesquisadora pessoas que desenvolvem a autocompaixão tem maior conexão social, inteligência emocional, felicidade e satisfação geral com todos os aspectos, lidando com mais facilidade nas diferentes circunstâncias da vida. A autocompaixão tem três elementos importantes:

1.     A bondade amorosa  - aprender a  não fazer autocríticas e autojulgamentos severos;
2.     Reconhecer a própria humanidade – aceitação de que todos os seres humanos são imperfeitos e passam por experiências de sofrimento;
3.     Atenção Plena – desenvolver a consciência não tendenciosa das experiências vivenciadas, mesmos as dolorosas, em vez de buscar saídas automáticas como fuga, exagero ou ignorar o fato.

O professor  assistente do Centro Médico da Universidade de Columbia, Ravi Shah acredita que a autocompaixão é fundamental para desenvolver a resiliência saudável: “Hoje há muita discussão sobre o narcisismo e seus problemas, mas queremos que as pessoas tenham alguma  narcisismo saudável. Isso proporciona um senso de self estável quando as coisas não vão bem na vida, seja um dia ruim, uma perda na competição ou a perda de um emprego. Se perdermos nosso senso de valor próprio durante esses desafios da vida, teremos dificuldade em nos recuperar.” Ainda “se nos ativermos a padrões impossíveis, se nunca nos dermos o benefício da dúvida, provavelmente teremos problemas em fazê-lo para os outros. E pensar nos sentimentos dos outros e dar aos outros intervalos são habilidades essenciais para desenvolver relacionamentos sólidos ”.

Autocompaixão não é autoestima: a autocompaixão pode ser considerada uma forma de aceitação integral, mesmo diante de nosso próprio fracasso, enquanto que a autoestima busca validar uma autoavaliação favorável, focando principalmente no nosso sucesso diante de uma situação. Na autocompaixão desenvolvemos uma emoção que represente uma transformação, deixarmos de ser o que esperam que sejamos para sermos o que realmente somos. Na autocompaixão aceitamos nossos fracassos, falhas, sem nos colocarmos em posição de defesa, nem ficarmos nos justificando, reconhecendo antes de tudo que todo ser humano é digno de amor e aceitação. Já quem busca elevar a autoestima tende a ignorar ou a esconder as falhas pessoais.

A autocompaixão tem se tornado relevante mesmo na vida profissional, porque o reconhecimento e a aceitação dos próprios defeitos tende a levar a busca pelo crescimento e desenvolvimento pessoal de uma forma totalmente diferente do caminho da autoestima, já que esta pode levar a uma visão enviesada do self e assim dificultar uma mudança para melhor em áreas em que há falhas ou que desenvolvem emoções como a raiva, agressão ou apego e que ameaçam a autoimagem. Uma pessoa com autoestima exagerada tem maior propensão de não compreender o outro e assim colocá-lo para baixo, mantendo um self inflado.

A autocompaixão tem como foco o autodesenvolvimento, uma liderança servidora e consciente, que não depende de comparações sociais, da obrigação de ser bem sucedido. Ela reconhece e aceita os defeitos levando o indivíduo a melhorar seu senso de pertencimento, de ser digno de amor e respeito, em qualquer área da vida e em qualquer circunstância.

Importância da Autocompaixão

Pesquisadores como Kristin Neff e Christoffer Germer descobriram que a falta de autocompaixão tem influencia na saúde mental, principalmente nas pessoas que passaram por experiências traumáticas, perturbadoras, dolorosas ou perdas. Pessoas que se sentem culpadas ou com forte sentimento de vergonha, humilhadas, sofrem de doenças graves e limitantes podem acreditar que não merecem uma segunda chance  ou cura; o que pode levar ao desenvolvimento de quadros de depressão ou ansiedade insegurança e muito mais. A autocompaixão permite que o indivíduo abra novos caminhos, aceitando seus fracassos  e tentem novamente com mais coragem.

A autocompaixão tornou-se atualmente uma das técnicas terapêuticas de grande importância, aumentando seu efeito quando aliada a Mindfulness. Pesquisas científicas apontam que altos níveis de autocompaixão tem impacto positivo na recuperação de Stress pós-traumático, memórias dolorosas, esgotamento mental ou emocional, Síndrome de Burnout tanto com profissionais da área da saúde, como nas áreas da Educação, profissões com rotinas estressantes, para pais que tem cuidar de filhos com autismo, TDH, doenças graves que exigem cuidado intensivo.

Autocompaixão no processo terapêutico

A Terapia Cognitiva baseada em Mindfulness (MBCT) foi desenvolvida a partir do programa de redução de stress (MBSR) criado por Jon Kabat Zinn, e tem como objetivo desenvolver a autoconsciência e, influenciar de forma positiva nos níveis de autocompaixão. Desta forma espera-se que durante o processo psicoterapêutico o indivíduo torne-se capaz de observar os pensamentos ruminantes, e o desequilíbrio emocional que possam estar experimentando, modificando para pensamentos positivos, mudança do estado de humor, aumento do senso de amabilidade e bondade depois de perceberem suas falhas, aceitando prontamente o erro e direcionando sua energia para a autocompaixão.

Dr Paul Gilbert desenvolveu a Terapia Focada na Compaixão, principalmente para as emoções de culpa e vergonha, ele enfoca o processo terapêutico e o treinamento da mente compassiva como fatores importantes para desenvolver atributos e capacidades para aumentar a compaixão promovendo assim segurança e maior contentamento.


REFERÊNCIAS:
1.     Germer, C. (n.d.). Mindful self-compassion. Retrieved from http://www.mindfulselfcompassion.org.
2.     Gilbert, P. (2009). Introducing compassion-focused therapy. Advances in Psychiatric Treatment, 15(15), 199-208.
3.     Neff, K. (n.d.). Self Compassion. Retrieved from http://self-compassion.org/the-three-elements-of-self-compassion-2.
4.     Neff, K. (2011). Self-compassion: Stop beating yourself up and leave insecurity behind. New York, NY: William Morrow.
5.     Neff, K., & Faso, D. (2014). Self-Compassion and Well-Being in Parents of Children with Autism. Mindfulness.

Sonia A F Santos – Psicoterapeuta Transpessoal, Mindfulness & Compassion Therapist and Instructor – atende com hora marcada no Instituto Casa do Encontro – no Bairro do Campo Belo SP/SP.
Contato para atendimentos, entrevistas e informações:
Whatsapp: (11) 99463 5825

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O Poder da Aceitação Radical e a Impermanência



O Poder da Aceitação Radical

“A consciência da impermanência e apreciação de nosso potencial humano nos dará um senso de urgência de que devemos usar cada momento precioso.”  Dalai Lama

A vida segue seu fluxo, os momentos veem e vão, o movimento do Universo nunca para. De repente já estamos no segundo semestre, e num piscar de olhos já estamos falando das festas do final de ano. Você, sua vida e o próprio planeta estão  em constante transformação. O Budismo já ensinava e a ciência já comprovou nada é permanente.

Quando tudo parece que está dando errado é muito positivo lembrar-se disso, principalmente quando temos que enfrentar situações difíceis com nossas emoções negativas nos esmagando entre a ansiedade pelo futuro e a depressão causada pela tristeza do passado. Experimentamos a dor do luto, o sofrimento pela perda de um emprego, ou o rompimento num relacionamento, o medo por um diagnóstico ou outra dor avassaladora.

Não desejo que este texto seja sombrio, mas apenas para provocar reflexões sobre o fluxo natural da vida, um fluxo pelo qual não temos controle, que se alterna entre momentos de muita felicidade e outros de muito sofrimento. Precisamos aprender em primeiro lugar que não temos controle, segundo que podemos enfrentar os desafios compreendendo que nenhuma experiência é permanente e em terceiro lugar que podemos superar com tranquilidade se nos conhecermos mais e conseguirmos equilibrar nossas emoções.
Aprender que nem os momentos de felicidade e nem os momentos de sofrimento são permanentes possibilita a construção de uma perspectiva de vida mais tranquila e alegre. O autoconhecimento também envolve a evolução da consciência, e ser consciente permite que possamos olhar a vida que estamos vivendo em sua totalidade, permite que estejamos inteiros em cada instância, seja ela maravilhosa ou sofrida. Todas as experiências da vida têm uma preciosidade, oferece um aprendizado efetivo e evolutivo.

Como a Psicologia Budista se relaciona com a Psicologia Ocidental

A Psicologia Ocidental ao longo de sua evolução se concentrou principalmente no diagnostico e no tratamento de doenças e enfermidade mentais e emocionais, propondo entre outras coisas o cultivo do bem-estar de forma positiva e não em somente eliminar os estados mentais negativos.

Alguns estudos  realizados desde 1970, quando a pratica da Mindfulness Based Stress Reduction desenvolvida por Jon Kabat Zinn começou a ser aplicada como processo terapêutico e, desde a criação do Mind And Life Institute fundado em 1991 com o objetivo de estabelecer um campo de estudos das ciências contemplativas e que tem entre seus fundadores nomes como 14th SS Dalai Lama, Francisco Varela e Adam Engle;  demonstraram que a Psicologia Budista e a Psicologia Ocidental entre outros campos científicos podem se unir com ferramentas poderosas para que o indivíduo manifeste o equilíbrio mental desejado. E este equilíbrio pode ser manifestado de quatro maneiras diferentes: Conativo, Atencioso, Cognitivo e  Afetivo (Wallace & Shapiro, 2006)

Regular as emoções para que aja um equilíbrio desejado pode ser realizado através da compreensão da impermanência. A Psicologia Budista mostra que a pratica correta de treinamento mental que permitem o desenvolvimento de estados mentais mais equilibrados, levando a eliminação dos pensamentos ruminantes e fantasiosos que produzem sofrimentos intensos. O treinamento mental é a fonte básica para uma mente calma e plena.

A compreensão da Impermanência como reforço da Psicologia

A Psicologia Positiva se junta à Psicologia Budista ao revelar que a felicidade genuína não é dependente dos fatores externos. A felicidade genuína é antes de tudo um  estado interno e que pode ser desenvolvido com praticas de meditação (principalmente a Mindfulness ou Shamata e Loving Kindness ou Metta Bhavana, junto com outros exercícios como a gratidão, perdão e atitudes focadas no bem, por exemplo.

Sabemos que os momentos de tristeza e dor estão muito ligados a como estamos vivendo em relação ao mundo externo: perdas e lutos, sentimento de ameaças de desemprego, solidão, incapacidade ou impotência que entre outros gera as chamadas emoções destrutivas na Psicologia Budista - Apego, Ignorância e Raiva que são a fonte de outras emoções negativas.
Aprender e compreender sobre a impermanência permite que aceitemos até mesmo com graça e leveza que aquilo que colocamos extrema atenção e apego  pode ser tirado da sua vida a qualquer momento.

O apego é uma das emoções destrutivas, e é a que mais dificulta o entendimento sobre a impermanência. Eu me lembro de que em uma das minhas palestras, uma médica comentava que aceitava perder bem material na vida, mas a ideia que ela podia morrer a qualquer instante era de um sofrimento tremendo, que sim ela tinha um profundo apego à vida, aos sonhos idealizados, a família, coisas que ela não admitia nem a possibilidade de perder. O pensamento  racional de aceitar que tudo e todos em nossa vida tem um tempo de duração pode sim ser um pensamento refrescante, pode mesmo ser um alívio.

Mas é muito importante salientar o que a Psicologia Positiva reforça é que a compreensão da impermanência não deve provocar nem um esforço extremo para manter na mente os pensamentos positivos ou atitudes forçadas de alegria e felicidade. A verdadeira compreensão está no fato de que momentos bons e ruins se alternam, e que tudo na vida tem data de validade. Para terminar vou citar Paul Wong – Psicólogo especializado em Psicologia Positiva e nas tradições chinesas:

O desejo pela felicidade necessariamente nos leva a temer ou rejeitar qualquer coisa que cause infelicidade ou dor. O apego à posse e à realização invariavelmente leva ao desapontamento e à desilusão, porque tudo é impermanente. Assim, a psicologia positiva de buscar experiências positivas e evitar experiências negativas é contraproducente, porque o próprio foco na felicidade contém a semente da infelicidade e do sofrimento. O fracasso em abraçar a experiência da vida em sua totalidade está na raiz do sofrimento. -Wong, 2007

Referencias:
·                    Wallace & Shapiro -https://www.sbinstitute.com/sites/default/files/mentalbalance.pdf
·                    Dr Paul Wong  - http://www.drpaulwong.com/writing/positive-psychology/